sexta-feira, 20 de abril de 2012

3º Domingo da Páscoa - Ano B - Evangelho LC 24,35-48

                                      

                                    
Os dois a que se refere o Evangelho são os discípulos que estavam a caminho de Emaús e tiveram um encontro pessoal com o Cristo ressuscitado. Um deles é Cléofas que talvez tenha exercido um papel importante na comunidade cristã.
Eles voltam para Jerusalém junto dos outros discípulos e, enquanto contam sobre o acontecido, Jesus aparece pela quinta vez estabelecendo relações diretas com eles.
Este acontecimento se passa à noite, não necessariamente no seu sentido comum, mas como ‘noite das dúvidas’ que os impede de enxergar com os olhos da fé. “Então Jesus abriu os olhos dos discípulos para entenderem as Escrituras.” (Vers. 45)
Mesmo diante da realidade de Jesus presente, os discípulos ainda duvidam, têm medo e também se sentem arrependidos de O terem abandonado na Sua Paixão. Ao mesmo tempo estão muito alegres com a presença Dele, não conseguem acreditar e ficam confusos. O divino ofusca a mente humana! E Jesus oferece a paz para mostrar o seu perdão e seu infinito amor por eles.
Jesus ajuda-os a acreditar apresentando-se fisicamente e mostrando seu corpo palpável que foi martirizado e crucificado, trazendo as marcas de Sua Paixão. Ele não é apenas um espírito como os discípulos pensam e, por isso, sentem medo. O corpo físico de Jesus é ao mesmo tempo glorioso embora possa tornar-se presente onde, quando e como Ele desejar.
Ele pede que os discípulos o toquem com suas mãos, pois o que se apalpa não pode ser imaginário. E, adaptando-se à psicologia deles, ainda dá outra prova de sua presença real quando pede algo para comer. O Seu corpo glorioso não necessita alimento, mas Ele usa deste argumento para que se aproximem sem medo e apreensão. Com o alimento, Jesus quer manter uma relação fraterna e íntima com seus amigos, e, neste clima amoroso, reafirma o que já havia dito, colocando a importância de se cumprir o que está nas Escrituras sobre Ele.
Por isso, quando a Igreja lê o Antigo Testamento, procura nele o que o Espírito, “que falou pelos profetas”, quer falar-nos a respeito de Cristo. (CIC 702)
Jesus quer dizer a eles que todas as Escrituras (a Lei, os Profetas e os Salmos) se realizam Nele. (CIC 2763)
É na Sagrada Escritura que se confirma a missão redentora de Cristo. Porém, antes da Paixão ela era apenas um anúncio, e após a Paixão ela se abre à compreensão das profecias que se cumprem em Jesus, o Cristo.
Quando Jesus diz ‘o que está escrito’, Ele quer lembrar e abrir a mente dos discípulos para que entendam que a ressurreição é o cumprimento, a realização das promessas do Antigo Testamento.
Jesus é a Palavra viva de Deus, diferente daquilo que está apenas escrito, mudo e sem expressão. Jesus Cristo é a plenitude, é a vida da Palavra que foi escrita. À Luz do Espírito Santo, Ele faz com que todos compreendam as promessas que precisam se realizar, e os envia, em Seu Nome, a anunciar o arrependimento dos pecados e a reconciliação com o próximo. E confirma a missão dos discípulos dizendo que a paz que vem Dele só chegará a todos através do Evangelho que precisa ser anunciado através do testemunho deles.                                      




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