sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

OITAVA DO NATAL

     
                    
Entre os dias 25 de dezembro e 1º de janeiro a Igreja celebra a Oitava do Natal, ou seja, nesses oito dias vive-se a exultação da grande Festa do Nascimento de Jesus como um dia só.


Oitava tem dois sentidos no uso litúrgico cristão. No primeiro, é o oitavo dia após uma festa, inclusivamente, de forma que o dia sempre caia no mesmo dia da semana que a festa original. A palavra é derivada do latim octava (oitavo), com “dies” subentendido. O termo é também aplicado para todo o período de oito dias, durante o qual as ditas festas passam a ser observadas também.


O Natal não é apenas a celebração do aniversário de Jesus, é memória da nossa redenção. São Leão Magno um pai do século V, afirma que, com o nascimento de Jesus, “brilhou para nós o dia da nossa redenção”. Em Jesus Deus se aproximou do mundo, desposou a nossa humanidade, por isso, o mesmo Leão Magno refere-se às festas do natal como ao dia das nossas núpcias, em que se realizou o admirável intercâmbio entre o céu e a terra. Destacam-se o dia do natal com sua oitava, a epifania e o batismo do Senhor. No dia do natal, celebramos a humilde presença de Deus na terra, adoramos o Verbo que se fez carne e habitou entre nós. É a festa da Divina solidariedade. Na epifania, conhecida como festa dos reis magos, celebramos a sua manifestação a todos os povos do mundo. O Batismo de Jesus no Jordão é a sua manifestação, no início da sua missão. Ele, o Servo da simpatia do Pai, destinado a ser luz das nações. É importante resgatar a dimensão pascal do natal. O presépio, as encenações, os gestos e os cânticos do Natal e da epifania devem nos ajudar a celebrar a “passagem” solidária de Deus na pobreza da gruta, na manifestação Jesus aos povos, em Belém, e na manifestação a seu povo, no Jordão. Os ofícios de vigília, com o simbolismo da luz, retomam, de modo especial, o clarão da vigília pascal: lembram o nascimento e a manifestação do Senhor Jesus qual luz a iluminar os que andavam nas trevas. O Rito das aspersão, especialmente na festa do batismo, expressa o nosso mergulho na divindade do Cristo, do mesmo modo como ele mergulhou em nossa humanidade.


A prática da celebração das oitavas pode ter tido suas origens na celebração de oito dias da Festa dos Tabernáculos e da Dedicação do Templo do Antigo Testamento. Porém, o número “oito” também pode ser uma referência à ressurreição, que na igreja antiga era geralmente chamada de “oitavo dia”.


Por esta razão, antigas fontes batismais e tumbas cristãs tinham a forma de octógonos. A prática das oitavas foi introduzida pela primeira vez por Constantino I, por conta da festa de dedicação das basílicas de Jerusalém e Tiro, que duraram oito dias. Depois disso, festas litúrgicas anuais passaram a ser observadas na forma de oitavas. As primeiras foram a Páscoa, o Pentecostes e, no oriente, a Epifania. Isto ocorreu no século IV d.C. e indicava a reserva de um período para os conversos terem um alegre retiro.
O desenvolvimento as oitavas ocorreu vagarosamente. Do século IV até o VII d.C., os cristãos observaram as oitavas com uma celebração no oitavo dia, com poucas liturgias durante os dias intermediários. O Natal foi a próxima festa a receber uma oitava. Já pelo século VIII d.C., Roma tinha desenvolvido oitavas não somente para Páscoa, Pentecostes e Natal, mas também para a Epifania e as festas de dedicação de igrejas individuais. Do século VII d.C. em diante, as festas dos santos também passaram a ter oitavas (uma festa no oitavo dia e não uma festa de oito dias), sendo as mais antigas as festas de São Pedro e São Paulo, São Lourenço e Santa Inês. A partir do século XII d.C., o costume passou a ser a observância dos oito dias intermediários, além do oitavo. Durante a Idade Média, as oitavas para diversas outras festas e dias santos eram celebradas de acordo com a diocese ou a ordem religiosa.




sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Mensagem de Despedida para o Pe Edvan Vieira Serra Sena


Caríssimo Padre Edvan,


 Muitas vezes somos surpreendidos  por fatos que
 acontecem em nossas vidas independentes de 
nossa vontade ou desejo . Porem quando temos 
uma missão a ser cumprida, devemos aceitá-las  ,
pois faz parte dos desígnios de DEUS .
Durante 02 anos tivemos  a graça da sua presença
 em nosso meio Padre Edvan. E lhe somos 
profundamente agradecidos por isso.  O senhor
 nos liderou e participou conosco em varias 
realizações da nossa paróquia, principalmente uma
 delas que foi a criação do Grupo de Adolescentes 
Ruah com aquele inesquecível acampamento que 
buscou fortalecer nossos adolescentes para 
 missão de cristãos batizados. 
De uma forma bem especial recordou-nos como é difícil ser um cristão autentico, nos dias atuais, e exortou-nos a conhecer, praticar  e preservar os rituais e mandamentos da Igreja, em nossa vida cotidiana , e nos encorajou para que fossemos missionários em nossos lares e locais de trabalho.
Dotado de um grande carisma espiritual, aproximou-nos mais de Deus na Sagrada Eucaristia. Ensinou-nos a participar de cada missa como se fosse a nossa primeira e última missa. E pelo seu exemplo de  simplicidade, amor, dedicação, paciência e persistência, tal como Bom Pastor , buscou e resgatou , varias ovelhas que andavam dispersas e longe da Igreja.      Sua maneira de ser e agir, aproxima as pessoas e nos faz sentirmos iguais e irmãos.
Padre Edvan, Deus coloca pessoas em nossas vidas, que agem como anjos, mostrando o caminho que devemos percorrer. Saiba  que para muitos desta paróquia que  passaram por momentos difíceis , a sua presença foi como um anjo que trouxe paz , luz conforto e  esperança , para corações e espíritos feridos, abatidos , fracos e sem esperança.
Padre Edvan, esta foi a sua mais importante realização. Promover o crescimento espiritual dos seus paroquianos palotinos, fortalecer-lhes  a fé  , dar-lhes um sentido de comunidade cristã e aproximá-los de DEUS é a maior missão que um sacerdote pode concretizar. Tenha a certeza da missão cumprida
                                                                                         
                                                                                                     
                                                                                              


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Símbolo do Natal


                                                                                                                           

                                                                             

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Epifania do Senhor

                                                                               


                                                                           

                                           
                                                                           
                                                                              


Epifania — palavra grega, significa entrada poderosa, chegada solene de um rei ou imperador tomando posse de um território; ou da aparição de uma divindade ou de sua intervenção prodigiosa. Para nós, cristãos, é a festa da manifestação de Jesus, que veio para todos os povos.
Deus se manifesta a todos os que o buscam e o querem acolher. Assim foi que os magos, vindos do Oriente, seguindo a estrela, che garam a Belém, onde encontraram o Menino e sua Mãe; adoraram- No e fizeram suas ofertas (cf. Mt 2,1-12).
 No Natal lembramos a manifestação do Senhor aos seus concidadãos, representados pelos pastores. Na Epifania voltamos nosso olhar para os outros povos e nações, representadas pelos magos.
 A Epifania é a revelação da ternura do Deus que deseja salvar a todos. Contudo, ele só será salvação se a comunidade se colocar em sintonia com a salvação que é oferecida a todos.
 Deus na sua bondade alimenta nossos sonhos de paz e oferece sinais. Os sinais de Deus não são os mesmos: os magos tiveram a estrela: Herodes teve a palavra dos magos; os judeus tiveram a Escritura. Deus continua falando de muitas maneiras. O importante é pôr-se em atitude de busca. 
A Epifania retoma o Natal de Jesus celebrando a sua humanidade manifestada a todos os povos. Traz consigo a mística de que a salvação destina-se a todos: “Levanta-te e brilha, Jerusalém, olha o horizonte e vê. Sobre todas as nações brilha a glória do Senhor” (Is 60,1).
Manifestemos hoje o Redentor de todos os povos e façamos deste dia a festa de todas as nações. Epifania é a festa da chegada da Paz para todos os habitantes da terra. É a festa do encontro da paz com  as culturas, religiões e crenças.                                                      

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Encerramento da minha turminha 2ª Etapa 2013

                      Com meus queridos catequizandos juntamente com  Pe. Edvan,                                                  Coordenadora Arlene e minha Filha Andressa Catequista.                        
                                                                               
 A Catequese está oficialmente de férias, mas encontramo-nos como sempre, aos Domingos na celebração comunitária que nos vivifica e recentra no inicio de cada semana, na certeza daquilo que somos - parte desse Corpo místico que é a Igreja de Cristo.
Até lá, boas Férias...e não te esqueças - A catequese está de férias mas de Jesus não, leva o contigo!!!
                                                                         

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Historinha do livro Jonas o Menino Guerreiro.

                                                                             

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Significado das Letras A, B e C dos Anos Litúrgicos e Como Calcular o Ano Litúrgico

O que é ano A, B e C? Como saber?

As leituras Bíblicas que ocorrem nas celebrações caracterizam-se com o chamado Ano Litúrgico criado para acompanharmos através das leituras dos textos bíblicos (evangelho e outros livros) a vida de Jesus em ordem cronológica do nascimento até a ascensão aos céus. Assim, ouvimos nas celebrações textos que falam do anúncio do Messias, da encarnação, de seu ministério público com milagres, do chamado ao discipulado, discursos, parábolas, até culminarmos com morte e ressurreição, nos preparando para a Parusia, ou seja, do Cristo Rei do Universo no final do ano litúrgico. A ideia desta distribuição de textos bíblicos ao longo de 3 anos tem como objetivo se ter uma visão e leitura de toda a Bíblia.

A cada ano tem uma seqüência de leituras próprias, ou seja, leituras para o ano A, ano B e para o ano C.

O significado das letras dos anos litúrgicos A, B e C:

O rito romano, utilizado nas celebrações da Igreja católica possui um conjunto de leituras bíblicas que se repetem a cada três anos perpassando os domingos e as solenidades. A cada ano, a liturgia das celebrações segue uma sequência de leituras próprias, divididas em anos A, B e C.
- No ano “A” a leitura principal do evangelho na celebração segue o Evangelho de São Mateus;

- No ano “B”, a leitura principal do evangelho segue o Evangelho de São Marcos;
- No ano “C”, a leitura principal do evangelho segue o Evangelho de São Lucas.
Já o Evangelho de São João é reservado para as ocasiões especiais, principalmente as grandes Festas e Solenidades. Para este evangelho não existe um ano litúrgico.

Como é calculado o ano litúrgico?
Somando os algarismos do ano. O ano em que a soma dos algarismos for um número múltiplo de 3 é do ciclo C.
2013 = 2+0+1+3= 6. 6 é múltiplo de 3, então o ano litúrgico foi ano C. O ano 2012 foi o ciclo B, e o ano de 2011 foi o ano litúrgico A e 2016 = 2+0+1+6 = 9 múltiplo de 3 - será novamente ano C (confesso que ainda não entendi muito bem! rs).
Vejamos outra explicação:
"Como calcular o ano litúrgico e descobrir em que ano estamos?
É fácil. Como regra geral podemos dizer que “todo múltiplo de três é C”
Assim fica fácil calcular.
Vamos lá – por exemplo –
1998 é 1+9+9+8 = 27 (é múltiplo de três) logo é ano C
1999 é 1 + 9 + 9 + 9 = 28 (27+1) = ano A
2000 é 2+0+0+0 = 2 = ano B
2001 é 2+0+0+1 = 3 = ano C
2002 é 2+0+0+2 = 4 (3+1) = Ano A"
Bom, acho que agora clareou um pouco. rs Quer dizer que múltiplo de 3 é ano C; múltiplo de 3 + 1 é ano A, e os que forem diferentes disso é ano B.
Atenção para isso:
O ano litúrgico inicia-se no primeiro domingo do Advento (cerca de quatro semanas antes do Natal) e se encerra com a solenidade de Cristo Rei do Universo do ano seguinte. Portanto, o ano A já se inicia dia 27/11/2016 !

Ano da Fé

No próximo dia 24 de novembro, Domingo de Cristo Rei, será celebrado o encerramento do Ano da Fé. Em muitas igrejas, mais uma vez, as comunidades farão a solene renovação da profissão da fé.
O Ano da Fé foi uma bênção, pois nos ajudou a tomar consciência renovada da preciosidade da fé da Igreja e da importância de professá-la com convicção e alegria. O Ano da Fé termina, mas a vivência da fé continua; temos agora o nosso compromisso de testemunhar a fé com intensidade e de traduzir a fé em frutos de vida cristã. Não basta ter iniciado bem o caminho: é preciso perseverar nele, para alcançar a meta da nossa fé: a vida eterna e a comunhão plena com Deus.
                                                                           


O papa disse: “A fé vivida abre o coração à Graça de Deus. Evangelizar significa testemunhar uma vida nova, transformada por Deus.”

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

PARÁBOLAS

Evangelho Mateus 25:1-13

Ensine a parábola das dez virgens às crianças. (Mateus 25:1–13) 
(Para sugestões de como ensinar as histórias das escrituras, ver “Ensinar Usando as Escrituras”, p. vii.) Diga às crianças que Jesus sempre ensinava por meio de parábolas, utilizando objetos e situações comuns para ensinar uma verdade espiritual oculta. Ele utilizava as parábolas para que apenas quem estivesse disposto a estudá-las compreendesse a verdade. (Ver Mateus 13:10–17.) Ajude as crianças a compreenderem que essa parábola compara a segunda vinda de Jesus Cristo, que é quando o Salvador voltará à Terra para governar durante o milênio, a um casamento.

Diga que a parábola das dez virgens baseia-se em antigas tradições matrimoniais judaicas. O noivo e seus amigos acompanhavam a noiva da casa dela até a casa do noivo. Os amigos da noiva esperavam ao longo do caminho para juntarem-se a eles. Quando chegavam à casa do noivo, todos entravam para o casamento. Os casamentos costumavam ser feitos à noite, por isso as pessoas que esperavam a noiva e o noivo levavam lamparinas.

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Reflexão sobre este Evangelho MT 25, 14-30

Medo do risco
A parábola dos talentos é muito conhecida entre os cristãos. Segundo o relato, antes de viajar, um senhor confiou a gestão de seus bens a três empregados. A um deixa cinco talentos, a outro dois, e a um terceiro, um talento: “a cada um de acordo com a sua capacidade”. De todos espera uma resposta digna.
Os dois primeiros se põem “imediatamente” a negociar com seus talentos. Vê-se-lhes trabalhar com decisão, identificados com o projeto de seu senhor. Não temem correr riscos. Quando chega o senhor, lhe entregam os frutos com orgulho: conseguiram duplicar os talentos recebidos.
A reação do terceiro empregado é estranha. A única coisa que se lhe ocorre é “esconder debaixo da terra” o talento recebido para conservá-lo seguro. Quando o senhor volta, se justifica com estas palavras: “Senhor, eu sabia que és exigente e colhes onde não semeaste... Por isso, tive medo e fui esconder o teu talento debaixo da terra. Aqui tens o que é teu”. O senhor lhe condena como empregado “negligente”.
Na realidade, a raiz de seu comportamento é mais profunda. Este empregado tem uma imagem falsa do senhor. Imagina-o egoísta, injusto e arbitrário. É exigente e não admite erros. Não pode ser confiável. O melhor é defender-se dele.
Esta idéia mesquinha de seu senhor o paralisa. Não se atreve a correr risco algum. O medo lhe bloqueia. Não é livre para responder de maneira criativa à responsabilidade que se lhe foi confiada. O mais seguro é “conservar” o talento. Isso basta.
Provavelmente, os cristãos das primeiras gerações captavam melhor que nós a força interpeladora dessa parábola. Jesus deixou em nossas mãos o Projeto do Pai de fazer um mundo mais justo e humano. Deixou-nos como herança o mandamento do amor. Confiou-nos a grande Notícia de um Deus amigo do ser humano. Como nós hoje, seguidores de Jesus, estamos respondendo a isso?
Quando não se vive a fé cristã a partir da confiança, mas sim do medo, tudo se desvirtua. A fé se conserva, porém não contagia. A religião se converte em dever. O Evangelho é substituído pela observância. A celebração é dominada pela preocupação ritual.
Seria um erro nos apresentarmos, um dia, diante do Senhor com a atitude do terceiro empregado: “Aqui tens o que é teu. Aqui está teu Evangelho, aqui está o projeto de teu reino e tua mensagem de amor a todos que sofrem. Conservamos tudo fielmente. Pregamos corretamente. Não serviu muito para transformar nossa vida. Tampouco para abrir caminhos de justiça em vista de teu reino. Porém, aqui o tens intacto”.
Desperta na Igreja a confiança.
José Antonio Pagola
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Tipos de Parábolas:
a)     As parábolas mais simples e contadas para o povo.
Falavam de fatos ligados à vida ou à natureza. Exemplo: parábola do semeador (Mt 13,1-9; Mc 4,1-9; Lc 8,4-8), do trigo e do joio (Mt 13,24-30); do grão de mostarda (Mt 13,31-32; Mc 4,30-32; Lc 13,18-19); do fermento na massa (Mt 13,33; Lc 13,20-21); do tesouro escondido (Mt 13,44-46); da rede cheia de peixes (Mt 13,47-50); etc.

b)      Parábolas mais elevadas contra os opositores:
dos operários da última hora (Mt 20,1-16); dos vinhateiros homicidas (Mt 21,33-46; Mc 12,1-12; Lc 20,9-19); do banquete nupcial (Mt 22,1-4; Lc 14,16-24);o fariseu e o publicano (Lc 18,9-14), etc.

c)       Parábolas da Misericórdia (de Lucas):
o bom samaritano (Lc 10,29-37); a ovelha perdida (Lc 15,4-7); a moeda perdida (Lc 15,8-10); o “filho pródigo” (Lc 15,11-32). Estas parábolas também são contra a hipocrisia dos fariseus e escribas, porém, trazem um ensinamento para qualquer um que as ouve devido ao seu conteúdo misericordioso.
Apenas duas parábolas foram explicadas por Jesus: a parábola do semeador (Mt 13,18-23; Mc 4,13-20; Lc 8,11-15) e a parábola do joio (Mt 13,36-43). Mesmo assim, a explicação foi somente em particular aos discípulos.

O fato de Jesus não explicar as parábolas tinha seu objetivo. Jesus contava as parábolas e as pessoas ouvintes começavam a se fazer perguntas: por que Ele contou esta parábola? O que Ele queria nos ensinar? Isso gerava boas discussões entre as pessoas. Mesmo as pessoas mais simples podiam dar opiniões. E, conversando sobre a parábola, descobria-se também a mensagem que Jesus queria transmitir.

Vamos imaginar Jesus contando a parábola do fermento na massa (Mt 13,33; Lc 13,20-21) para um grupo de mulheres. Seguramente isso não ocorreu quando as mulheres estavam na cozinha, mas debaixo de uma árvore ou em outro local de encontro. A primeira sensação que as mulheres tiveram foi que Jesus falava de coisas que elas faziam. Elas podiam pensar: “Ele conhece a nossa vida”. E então veio o ensinamento sobre o Reino. No dia seguinte, quando as mulheres estavam na cozinha fazendo o pão, ao colocar o fermento na massa, começam a refletir e associar o seu trabalho com a mensagem de Jesus. Esse é o efeito educador da parábola: ela liga fé e vida.

As parábolas que Jesus contava traziam uma carga de mistério, deixavam aos ouvintes a tarefa de compreendê-las; as parábolas interpelavam os ouvintes e os obrigavam a interrogar-se, a refletir e buscar respostas e descobrir o verdadeiro sentido da mensagem de Jesus.

Segundo o grande biblista e Cardeal Gianfranco Ravasi, “As parábolas são um dos frutos mais belos do mistério da encarnação, a fronteira a qual a linguagem é impelida pelo Filho de Deus, para que se torne apta a comunicar o mistério do Reino no respeito da situação concreta do homem”.

FILHO PRÓDIGO: Lucas 15, 11-32 Alegremo-nos com a conversão dos outros e devemos recebê-los de volta na comunidade com muito amor. Esta parábola é chamada melhor de “parábola do Pai Misericordioso”, para mostrar que Deus está sempre pronto a perdoar-nos e nos dar uma nova chance, mas nós muitas vezes não agimos assim com os outros, como fez o filho que não saiu de casa: ele não queria receber o irmão de volta. 

PARÁBOLA DO FARISEU E DO PUBLICANO

O FARISEU E O PUBLICANO: Lucas 18,9-14 Ser humilde diante de Deus para ser perdoado e atendido.       Diz Sabedoria 1,1-5 que Deus se revela a quem o busca com simplicidade e humildade.

"Propôs Jesus esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, como se fossem justos, e desprezavam os outros. Subiram dois homens ao templo para orar: - um fariseu, e outro publicano.     O fariseu orava de pé, e dizia assim: Graças te dou, ó meu Deus, por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros. E não ser também como é aquele publicano. Eu, por mim, jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo quanto possuo. Apartado a um canto, o publicano nem sequer ousava erguer os olhos para o céu; batia no peito, e exclamava: Meus Deus apiedai-vos de mim, pecador. Digo-vos, acrescentou Jesus, que este voltou justificado para sua casa, e o outro não, porque todo aquele que se exalta será humilhado, e todo aquele que se humilha será exaltado."                               
O BOM SAMARITANO:- Lucas 10,25-37 O próximo é aquele que precisa de nossa ajuda, seja ele quem for, amigo ou inimigo. Faz a vontade de Deus quem tirar de sua vida os preconceitos e ajudar a todos.                                                                                “Amai (até) os vossos inimigos”!

O JOIO E O TRIGO- Mt 12,24-43:- Deus tem paciência conosco enquanto vivermos e aguarda nossa conversão. Os bons e os maus só serão separados após a morte, no julgamento. Há um pouco de joio e de trigo em cada um de nós. Enquanto vivermos, dificilmente seremos apenas trigo ou apenas joio. ]Assim também deve ser entendida a REDE:- Mt 13,47-50


PARÁBOLA DOS TALENTOS: Mateus 25,14-30 Frutificar os dons recebidos, com a ajuda de Deus.               Se pedirmos, Ele nos concederá todas as graças de que necessitamos para construir um mundo melhor.   Assim também devemos entender a FIGUEIRA ESTÉRIL:- Lc 13,6-9-Sempre devemos dar frutos.

OVELHA PERDIDA: Mt 18,12-13. Lucas 15,1-7: Deus quer a nossa conversão e para isso tem muita paciência, está pronto a nos perdoar e a nos acolher. Com o pecado nos perdemos; com o perdão de Deus nós o encontramos novamente. Aliás, segundo a parábola, é ele que nos encontra. Ele está sempre presente em nossa vida. Sempre.
O ADMINISTRADOR INFIEL Lc 16,1-9
Usar os bens que passam para alcançar os que não passam, ou seja, partilhar o que se tem para ganhar o paraíso, tendo em vista que os bens materiais duram pouco e a felicidade no céu é eterna. Deus é o unico e verdadeiro bem de nossa vida; É idiotice querer levar vantagem em tudo, pois “ De que adianta ganhar o mundo inteiro se se perder a vida (eterna)?”


AGRICULTORES REBELDES Mt 21,33-46; Marcos 12,1-12; Lucas 20, 9-19                                                 As autoridades judaicas e a maioria dos judeus não aderiram a Jesus nem às suas palavras e acabaram levando-o à morte. Assim também o BANQUETE NUPCIAL: Mt 22,1-14, OS DOIS FILHOS: Mt 21,28-32.; A GRANDE CEIA:- Lucas 14,16-24; PAI DE FAMÍLIA - Mt 13,52:  Jesus veio trazer a boa nova. As tradições judaicas estavam ultrapassadas. Corremos o mesmo risco em relação à nossa Igreja e às nossas ações: sempre devemos renovar a nossa mente, com a luz do Espírito Santo. A ROUPA VELHA: Mateus 9,16; Marcos 2,21; Lucas 5,36 O VINHO NOVO: Mt 9,17; Mc 2,22; Lc 5,37-39 O vinho novo é a mensagem de Jesus; o vinho velho é o AT; o odre velho é aquele sistema de 613 leis ultrapassadas que os judeus seguiam; o odre novo é a orientação nova e de liberdade que Jesus nos dá: “O meu jugo é suave, o meu fardo é leve”.

ALIMENTO Mt 15,11 São os nossos maus pensamentos e atos que nos prejudicam, e não os alimentos. Diz o livro do Eclesiástico que se houvesse algo aqui na terra de que Deus não gostasse, Ele não o teria criado.

AMIGO IMPORTUNO: Lucas 11,5-8  Devemos rezar, orar sempre que Deus atende, de acordo com o que realmente precisamos. A insistência na oração, diz Santo Agostinho, vai transformando nossa mente, nosso coração, vai nos preparando para recebermos a graça pedida. É como o garoto que pede a bicicleta para o pai no meio do ano, mas só a recebe, com muita alegria e expectativa, no final do ano, mas esse tempo de espera lhe vai fazer cuidar melhor da bike. Assim é com as graças que pedimos a Deus.Assim também deve ser entendido JUIZ INÍQUO:- Lucas 18,1-8 A constância e a perseverança na oração.

AVARENTO ESTULTO :- Lucas 12, 16-21: A vida é passageira e este mundo passa logo.  É idiotice viver apegado a ele. Assim também a CASA SOBRE A ROCHA :-Mt 7,24-27; Lucas 6.47-49; Constrói a casa sobre a rocha quem baseia sua vida em Jesus e não nos bens materiais e demais coisas ilusórias.

O BOM PASTOR: João 10, 1-16: Jesus é o verdadeiro Pastor e Israel deve converter-se e entrar em seu rebanho. Jesus cuida de suas ovelhas, cura a ferida, busca a que se perdeu, se desvela em carinho para os que o buscam.

O CISCO E A TRAVE: Lucas 6,41-42; Mt 7,3-5 Nunca julgar os outros. Cada um deve olhar para os próprios defeitos. Quando for necessário, podemos fazer uma crítica construtiva se o outro a aceitar, mas nunca julgar. Julgar é colocar más intenções nas ações alheias.

AS DEZ MINAS: Lucas 19,11-27 Frutificar os dons recebidos, com a ajuda de Deus. Se pedirmos, Ele nos concederá todas as graças de que necessitamos para construir um mundo melhor. Assim também devemos entender a FIGUEIRA ESTÉRIL:- Lc 13,6-9-:Sempre devemos dar frutos. Assim também deve ser entendida a parábola dos TALENTOS – Mateus 25,14-30;

AS DEZ VIRGENS: Mt 25,1-13:- Vigiar, orar, e nunca pecar. Se pecarmos, pedir perdão e recomeçar, com uma intenção pura e firme de não pecar mais. Lembrem-se de que as cinco virgens que não entraram nas bodas ERAM VIRGENS! Mas não entraram assim mesmo. A castidade, se não estiver aliada à caridade, ao amor ao próximo, não vai ser “passe livre” para entrarmos no céu. Fechar-se numa virgindade infrutífera e individualista é não temos “óleo na nossa lâmpada”.

OS DOIS DEVEDORES: Lucas 7,41-42 Ama mais a Deus quem foi perdoado de maiores pecados.

EMPREGADOS INÚTEIS – Lc 17,7-10:- Não temos mais do que a obrigação de sermos santos e servirmos a Deus ae ao próximo, sem esperar nada em troca. O paraíso, que Deus nos promete, compensa nossa boa vontade em querer servir a Deus por meio do próximo.

EMPREGADOS VIGILANTES: Mt 24, 42-51; Lucas 12,35-48- Podemos morrer a qualquer hora e devemos estar sempre preparados para prestarmos contas a Deus de nossa vida. Você está preparado? Eu lhe confesso que eu não me sinto ainda bem preparado...

FERMENTO: Mt 13,33 Nosso trabalho deve ser dirigido a Deus, e não para nos engrandecer. O Reino de Deus é independente de nós. Só cabe a nós plantar a semente e, no caso desta parábola, fermentar a massa. O resto é Deus quem faz. O fermento se perde na massa. Assim nós, com nosso trabalho: só Deus importa.Também assim deve ser entendido O GRÃO DE MOSTARDA: - Mt 13,31-32; Mc 4,30; Lucas 13,18.; SEMENTEIRA:- Mc 4,26-29;

O GRÃO DE TRIGO: João 12,24 Se quisermos viver em pecado, não daremos frutos. Se morrermos para o pecado, daremos frutos. “Se a semente não morrer, não germinará”.

LÂMPADA:- Mt 5,15; Marcos 4,21; Lucas 8,116: 11,33-36:- Devemos sempre dar o bom exemplo, para pregarmos o evangelho nem tanto com as palavras, mas com a própria vida (Beato Carlos de Foucauld). Assim também deve ser entendida a parábola do SAL:- Mateus 5,13; Marcos 9,49-50.

MEDIDA- Mc 4,24; Lc 6,38:- A medida que usarmos para medir os outros, é a mesma que Deus usará para medir nossos atos.

MOEDA PERDIDA: Lc 15,8-10 Encontrar o Reino de Deus traz alegria semelhante a uma pessoa que perdeu e depois encontrou uma moeda. Se pecamos, perdendo o caminho do Reino, peçamos perdão para o reencontramos na pessoa de Jesus Cristo e do próximo.Assim também deve ser entendida a PEDRA PRECIOSA Mt 13,45-46: Deixar de lado o pecado e as tradições ultrapassadas, os bens materiais, e aderir ao Novo Reino de Deus com alegria. O TESOURO ESCONDIDO:- Mateus 13,44\;

O REI QUE VAI À GUERRA: Lucas 114,31-33 e A TORRE:- Lucas 14,28-30 Confiar só em Deus. Não confiar em si mesmo, nem nos bens que passam. Jesus manda confiarmos plenamente nele, e é bem radical nestas duas parábolas: só ganha a vida eterna quem deixar tudo por amor a Ele e ao Reino. Confira!

O RICO AVARENTO E LÁZARO – Lucas 16,19-31:- Devemos fazer o bem enquanto estamos vivos, e usar os bens deste mundo para minorar os sofrimentos dos que não tiveram a mesma sorte.

O SEMEADOR: Mateus 13, 1-23; Marcos 4, 3-14; Lucas 8,4-15 Nesta parábola do Semeador, é preciso meditar no modo como recebemos a semente da Palavra de Deus em nossa vida. Precisamos sempre recebê-la com alegria e boa vontade, dispostos a pô-la em prática. Entretanto, deve também ser entendida no sentido do Fermento na Massa e no do Grão de mostarda (nº 16), ou seja, a palavra de Deus vai dar frutos, independentemente de nosso trabalho. Cabe a nós semearmos, e cabe a Deus fazer a semente brotar e crescer. Aliás, antigamente, na Palestina, a semeadura era feita antes da aragem da terra. Isso significava que a semente, na semeadura, iria cair na pedra, no espinho, no caminho... mas depois da aragem, todas ou quase todas vão brotar e dar frutos, pois Deus é quem faz crescer. Saindo da Palestina, foi precido mudar a explicação da parábola a fim de que as pessoas de fora pudessem entendê-la. Aí, de parábola se transformou numa alegoria. Se você quiser melhor explicação, escreva para nós e daremos uma explicação melhor.

TRABALHADORES DA VINHA: Mateus 20,1-16 O Reino de Deus é infinito, e todos os que entrarem nele terão alegria plena. Ora, um dedal não está menos cheio de água que um copo. Todos terão felicidade máxima, e essas comparações que fazemos aqui na terra sobre quem recebe mais ou menos não tem sentido num lugar infinito e de alegria plena. Todos os que estaremos no céu teremos a mesma recompensa, pois mais seria impossível.

A VIDEIRA E OS RAMOS: João 15,1-8 Nós somos um corpo místico em que Jesus é a cabeça e nós os membros. Tudo o que um de nós fizer de bom, se reflete nos outros. Da mesma forma, o que fizermos de errado também se reflete nos outros. No creio nós dizemos que acreditamos na “comunhão dos santos”: isto quer dizer que acreditamos que todos estamos unidos, como os ramos numa árvore, em que o tronco central é Jesus. Tudo o que fizermos de bom se refletirá na vida dos outros nossos irmãos de modo positivo. O importante é estarmos sempre unidos a Cristo, cabeça do corpo, tronco da árvore, pelo qual passa a seiva, a vida.