quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Paróquia São Vicente Pallotti de Arapongas - 50 Anos em Missão:


Vida de São Vicente Pallotti
          “Tudo para maior glória de Deus”
Pallotti viveu numa época agitadíssima e tumultuada. Seus 55 anos de vida (21 de abril de 1795 — 22 de janeiro de 1850) enquadram-se entre duas trágicas revoluções: a francesa (1789) e a romana (1848).
São Vicente Pallotti é filho de Pedro Paulo Pallotti e de Maria Madalena de Rossi. Que casaram-se em 1790. Tiveram 10 filhos.
Vicente Pallotti veio ao mundo na noite de 21 de abril de 1795. No dia seguinte era batizado na Basílica de São Lourenço, recebendo o nome de Vicente Luiz Francisco. O nome dado a Pallotti, tem como origem e destaque o nome de três grandes santos. Certamente Pallotti fez jus ao nome que recebeu. Vicente (São Vicente Ferrer, que se destaca por ser um homem penitente), Luiz (São Luiz de Gonzaga, sua grande pureza virginal), e Francisco (São Francisco de Assis, por sua pobreza).
Vicente nunca deixou de se penitenciar, jejuar, mesmo sabendo que tinha uma saúde muito frágil.
Pallotti, desde muito novo, demonstrou a sua vocação para a santidade. Apresentou, porém, traços especiais que mostram o seu desejo de servir a Deus como sacerdote. Muitas vezes brincava sozinho, construía altarzinhos e outros objetos religiosos. Seu passeio preferido era levar os irmãos à igreja e, diariamente, seguindo o exemplo de seus pais, não deixava de fazer as suas orações pessoais.
Aos seis anos inicia os seus estudos escolares.
Em 1810, com 15 anos, Pallotti iniciou os seus estudos seminarísticos. Devido à Revolução Francesa, que causou o fechamento de muitos seminários, ele fez todos os seus estudos eclesiásticos vivendo com os seus pais.
No dia 15 de abril de 1811, com 16 anos, Pallotti recebeu a tonsura clerical, recebendo, assim, também o direito de usar o hábito eclesiástico, hábito que buscou fazer de pano grosseiro e não de seda, como muitos clérigos.
Com 21 anos, após um longo retiro na casa de Retiros dos Padres Lazaristas no Monte Cítório, no dia 21 de setembro de 1816, recebe a ordem do Subdiaconato.
Foi durante esse período que Pallotti inicia o seu Diário Espiritual, onde apresenta todos os seus desejos, propósitos, aspirações e o seu diálogo com o Criador. Nele Pallotti cita a sua indignidade de receber esta ordem, mas acredita no amor e na piedade de Deus. O período dos escritos vão de 1816 até 01 de dezembro de 1849.
No dia 30 de setembro do ano seguinte, recebe a ordem do Diaconato. E inicia assim a preparação para a ordenação sacerdotal.
No dia 16 de Maio de 1818, com 23 anos de idade, foi ordenado sacerdote da diocese de Roma, na Basílica de São João de Latrão, em Roma. Sua primeira missa foi na igreja de Jesus, em Frascati.
Morou com os seus pais até a morte de ambos (a mãe 1827 e o pai 1837), quando se mudou para a igreja do Espírito Santo, dos napolitanos; mais tarde foi para a igreja de San Salvadore in Onda, onde já se encontrava o centro da sua Obra, a Pia União.
Pallotti foi orientador espiritual, confessor (inclusive do papa), pregador de retiros, professor, capelão de hospitais, presídios e quartéis, orientador de orfanatos, colaborador de missões, auxiliou e organizou várias obras e casas de caridade, enfim, teve um ardor apostólico incansável. Pode-se pensar que Pallotti, pelas várias atividades que desenvolveu, tenha sido um ativista, porém, ele tinha um grande companheiro de trabalho e inspirador, Jesus Cristo, a quem ele todos os dias sabia entregar o seu trabalho.
Certo dia, voltando de uma longa jornada de atendimento de confissões, encontrou um mendigo na rua passando frio; retirou o seu manto e o deu ao mendigo. Como conseqüência, acabou contraindo um forte resfriado, que resultou em um ataque pulmonar.
No dia 22 de Janeiro de 1850, às 22h 45 min, junto com seus irmãos de Congregação, morreu Vicente Pallotti, com 55 anos incompletos.A notícia se espalhou rapidamente por toda Roma e uma grande multidão de pessoas, de todas as classes e lugares de Roma, chorou pela morte de um santo.





Beatificação e canonização
Em 1852 foi instaurado o processo de beatificação de Pallotti. O resultado foi favorável, recebendo, em 13 de janeiro de 1887, o título de Venerável. Iniciou-se, assim, o processo de Beatificação.
Durante a vida buscou sempre se fazer oculto para acentuar a grandeza de Deus. Contudo Deus não desejou o mesmo a Pallotti, pois em 1906, quando se abriu o túmulo de Pallotti, este estava incorrupto.
Para se tornar beato faltavam dois milagres, que com muita facilidade se fizeram conhecidos:
*Cura instantânea de Alexandre Lutri, menino de 9 anos que caiu do corrimão da sua casa batendo a cabeça, fraturando o crânio.
*Cura instantânea de uma mãe de família, Margarida Sandner. Ela tinha uma esclerose difusa que a mantinha numa cadeira de rodas durante dezesseis anos e teve cura instantânea.
A cerimônia de beatificação realizou-se do dia 22 de janeiro de 1950, cem anos após a sua morte.
Depois disso, além de se fazer todo estudo da vida e apostolado cristão de Pallotti, eram necessários mais dois milagres para Pallotti ser reconhecido por toda Igreja como um santo de Deus.
*Cura milagrosa de Ângelo Bolzarani, agricultor, residente em Roccasseca dos Volscos, na Itália. Sofrendo de uma fístula carbunculosa, que o estava levando à morte, ao beijar uma relíquia do santo, em poucos dias se curou.
*P. Adalberto Turowski, na época Reitor Geral dos palotinos. Em 1950, ao ser submetido a uma operação cirúrgica, sofreu uma infecção com insuficiência cardíaca. Sendo desenganado pelos médicos, fez-se uma novena pela intercessão do fundador e em poucos dias estava em casa.
A cerimônia de canonização realizou-se no dia 20 de janeiro de 1963, na basílica de São Pedro, pelo papa João XXIII.
Oração de S. Vicente Pallotti

Meu Deus, amor infinito de minha alma, alimento e sustento eterno, infinito, imenso, incompreensível da minha pobre alma, tu vês quando sou fraco, deformado, chagado, porque não me alimentei de ti, como podia e devia. Ao Contrário, andei alimentando a minha alma de pensamentos, desejos e afetos, todos terrenos, brutais, de morte e de morte eterna e abandonei com horrível ingratidão, a ti, que és o alimento da vida eterna. Concede-me a graça de uma perfeita contrição da minha ingratidão e de todos os meus pecados e a graça de levar uma vida toda desapegada dos prazeres terrenos e toda entregue à prática da santa oração e meditação e fazer a tua santíssima vontade em todos os meus deveres, a fim de manter a minha alma sempre preparada, disposta e apegada a Ti Pai, Filho e Espírito Santo e a todos os teus infinitos atributos e ser eu transformado em Ti de modo que chegue a ser semelhante a ti na glória. Amém. (SV. Pallotti).
                         São Vicente Pallotti - Rogai por nós!

2 comentários:

  1. Oi Lucimar.
    Passei para desejar um ano com muitos frutos no seu trabalho.
    Ame ser catequista de todo o seu coração.
    Luciana Dias

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  2. Obrigada, para vc também um ano recheado de frutos bons para sua vida e não pare de plantar suas sementes...bjos

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