quarta-feira, 18 de junho de 2014

Atividades - Corpo e Sangue de Cristo




Fotos 2014 com a Turma da Paróquia São Vicente Pallotti




                                            euzinha....




                                     
Corpus Christi, feriado que celebra a Eucaristia, é uma expressão latina que significa Corpo de Cristo , data de preceito comemorada desde 1269 pelos católicos na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade, que por sua vez acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes.

A Eucarisita é o coração e o ápice da vida da Igreja , pois nela Cristo associa sua Igreja e todos os seus membros a seu sacrifício de louvor e de ação de graças oferecido uma vez por todas na Cruz a seu Pai; por seu sacrifício ele derrama as graças da salvação sobre seu corpo, que é a Igreja. (CIC, §1407)

                                                                              

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Perguntas e Respostas

Crisma
1 - Com que outro nome se pode chamar o Sacramento do Crisma?

A - Confirmação
B - Baptismo
C - Confissão
2 - Para receber o Sacramento da Confirmação, o crismando deve ter recebido:

A - O Sacramento da Ordem
B - O Sacramento do Baptismo
C - A benção do Papa

3 - Quem pode administrar o Sacramento da Confirmação?

A - O Bispo (ou um delegado seu)
B - O Presidente da Câmara
C - Um pai

4 - Geralmente em que circunstâncias é recebido o Sacramento da Confirmação?

A - Durante a reza do terço
B - Dentro da missa
C - Durante o rito da adoração da Santa Cruz

5 - O que é o "Crisma"?

A - O óleo benzido pelo Bispo
B - A água benta
C - A hóstia consagrada
D - Um crucifixo antigo

6 - Que significa a palavra "crismal"?

A - Sagrado
B - Unguento, óleo
C - Solene

7 - Como se chama ao que se apresenta para receber o Sacramento do Crisma?

A - Neófito
B - Catecúmeno
C - Crismando
D - Clérigo

8 - Qual é a cor dos paramentos usados pelo celebrante do Sacramento do Crisma?

A - Vermelho ou Branco
B - Roxo
C - Verde
D - Azul

9 - Enumera três momentos do rito da Confirmação?

A - Apresentação dos crismandos
B - Homilia do Celebrante
C - Renovação das promessas baptismais
D - Imposição das mãos
E - Crisma
F - Oração universal
G - Bênção solene (no fim da missa)

10 - Quando acontece a renovação das promessas baptismais por parte do crismando?

A - Depois de ser crismado
B - Depois da homilia
C - No fim da Missa


* RESPOSTAS

1 - A
2 - B
3 - A
4 - B
5 - A
6 - B
7 - C
8 - A
9 - A, B, C, D, E, F, G
10 - B
Por que se crismar?

VER

Antes de qualquer coisa, é preciso responder a algumas perguntas

O que é a Crisma?
Crisma é o sacramento que confirma o batismo.

O que acontece quando alguém é crismado? 
Compromete-se com Jesus, através do Espírito Santo.

Quando Deus nos chama é preciso dar a nossa resposta a este chamado.
Crismar-se é aceitar o chamado de Deus.

Veja alguns exemplos de como isso acontece:

“Passando ao longo do mar da Galiléia, viu Simão e André, seu irmão que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. Jesus disse-lhes: ‘Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens’. Imediatamente, deixaram as redes e o seguiram. Tendo passado um pouco adiante dali, viu Tiago, filho de Zebedeu e João, seu irmão, que estavam numa barca consertando as redes; chamou-os logo. Eles, tendo deixado na barc seu pai Zebedeu com os empregados, seguiram-no” (Mc 1, 16-20).

“Jonas ficou profundamente indignado com isso e dirigiu ao Senhor esta prece: ‘Há Senhor, era bem isso que eu dizia quando estava ainda na minha terra! É por isso que eu tentei esquivar-me fugindo para Taris’ ” (Jn 4, 1).

Há também aqueles que não aceitam o chamado do senhor:

“ Um homem de boa posição perguntou então a Jesus: ‘Bom Mestre, que devo fazer para possuir a vida eterna?’ Jesus respondeu-lhe: ‘Por que me chamas de bom? Ninguém é bom senão só Deus. Conheces os mandamentos: não cometerás adultério, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honrarás pai e mãe’. Disse ele : ‘ Tenho observado tudo isso desde a minha juventude.’ A estas palavras Jesus falou: ‘ Ainda te falta uma coisa; vende tudo o que tens, dá-o aos pobres, e terás uma recompensa no céu, depois vem e segue-me.’ Ouvindo isto, ele se entristeceu, pois era muito rico.” (Lc 18, 18-23).

JULGAR

Como vimos, crismar-se é muito importante, tão importante que a crisma imprime no crismado, a marca de CRISTÃO.
Crismar-se significa:
• Decidir-se por opção própria.
• Vivenciar a fé a esperança e a caridade.
• Aceitar os compromissos do batismo e vivê-los.
• Vivenciar a palavra de Deus.
• Colocar os dons a serviço de Deus
• Despojar-se
• Participar da santa missa e receber a Eucaristia.
• Participar do sacramento da Reconciliação.
• Aprofundar o espírito de oração.
• Interessar-se pela leitura meditativa do evangelho.
• Engajar-se na comunidade, interessando-se por suas atividades.
• Criar ambiente de amizade e fraternidade nas comunidades em que convive.

AGIR

Assuma um compromisso com Jesus.
Até o dia de sua crisma, comprometa-se com Jesus a tornar hábito em sua vida, pelo menos uma das sugestões abaixo.

 Não faltar as missa dominicais
 Comungar nas missas
 Confessar-se frequentemente
 Assistir a pelo menos uma missa durante a semana
 Fazer adoração periódica ao Santíssimo Sacramento
 Trazer um amigo para a Igreja
 Ler a bíblia diariamente
 Rezar pelo menos duas vezes por dia
 Estudar a sua religião
 Rezar um terço por semana
 Engajar-se em alguma pastoral
 _______________________________________________________________
 _______________________________________________________________
 _______________________________________________________________

Você pode completar esta lista com hábitos condizentes com um cristão crismado.

PARA REFLETIR

1) Como os apóstolos reagiram ao chamado de Jesus ?
2) O que a crisma nos torna ?
3) Quais os pré-requisitos básicos para se crismar ?
4) Como foi o seu chamado para a crisma?

                                            

O sacramento da Confirmação ou Crisma
Cristo instituiu um sacramento que confirma o Batismo, para que nossa fé cresça e amadureça, através da plenitude do Espírito Santo, que derrama os seus dons. Essa prática de transmitir a graça do Espírito Santo por meio da imposição das mãos está presente desde os inícios da Igreja. Bem cedo se acrescentou à imposição das mãos a unção com o óleo do crisma. Daí a origem do outro nome, Sacramento da Confirmação.

Com o Batismo, nós já nos tornamos filhos de Deus. O sacramento da Crisma nos enraíza mais profundamente nessa filiação divina. Somos filhos no Filho, estando mais unidos a Cristo. Também nos vinculamos mais perfeitamente à sua Igreja e participamos mais ativamente de sua missão: o crismado é um soldado de Cristo, a sua testemunha. Para realizar essa grande missão, recebemos os dons do Espírito Santo, que na tradição da Igreja são sete: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência (ou conhecimento), piedade e temor de Deus.
Simbologia e rito do sacramento 
A unção com o santo crisma simboliza o selo espiritual que o crismando recebe. Assim como no sacramento do Batismo, esse selo é indelével, ou seja, uma vez crismado essa marca fica para sempre na vida do cristão, mesmo que ele não pratique mais a fé.
O símbolo da unção tem raízes na tradição do Antigo Testamento. O rei do povo de Israel era ungido com óleo. O óleo significa abundância (Dt 11,14), alegria (Sl, 23,5; 104,15), purificação, agilidade (até hoje alguns atletas e lutadores se ungem com óleo), cura e irradia beleza, saúde e força.
Essa “marca”, o selo do Espírito Santo que o cristão recebe quer manifestar que somos totalmente de Cristo e estamos ao seu serviço na extensão do Reino, fortalecidos pela graça do Senhor.
O óleo do santo crisma, que é usado para ungir o crismando é consagrado na missa dos santos óleos (Quinta-feira Santa) pelo bispo diocesano, acompanhado por todo o seu clero.
Antes da unção com o santo crisma, o bispo estende as mãos sobre os crismandos, realizando assim o gesto que desde os tempos dos apóstolos é sinal do dom do Espírito.
Em seguida é realizado o gesto essencial do sacramento: a unção do santo crisma na fronte do confirmando. No momento que o bispo unge o confirmando diz as seguintes palavras: “Recebe, por este sinal, o Espírito Santo, dom de Deus”. Após esse gesto, o cristão está crismado e em sua vida se manifesta os efeitos do sacramento, que falamos no início da catequese. Em síntese poderíamos dizer que aumenta a nossa proximidade com a Santíssima Trindade e com a Santa Igreja.


                                       

sábado, 7 de junho de 2014

Santos do Mês Junino

O mês de junho é, tradicionalmente, o mês dos Santos Populares:   
       Santo Antonio ( 13 ),  São João ( 24 )  e São Pedro  ( 29 ). 
Podemos olhar para eles como três homens que, no seu tempo, tiveram, mesmo com as suas fragilidades humanas, coragem de proclamar e viver o Amor a Deus e de Deus. Conheça um pouco da história de cada santo padroeiro das festas juninas.

Simpatias... Deus não simpatiza com isso!!
Santo Antonio, São João Batista e São Pedro, grandes santos da nossa Igreja que deram a vida por Jesus Cristo, viveram a pobreza, a radicalidade, o anúncio do Evangelho a qualquer preço e por isso são celebrados até hoje.
Mas que triste é ver que muitos pessoas, e até muitos católicos, principalmente adolescentes aproveitam-se dessas datas para cometer um grande erro e fazer exatamente o contrário do que esses grandes homens faziam. Estou falando das SIMPATIAS E SUPERSTIÇÕES.
Já fui adolescente e talvez como muitos, não tive muita orientação em relação a essas coisas, não tinha a noção de que esse tipo de prática desagradava a Deus e me afastavam Dele.
Mas quero falar a você adolescente católico, que quer ser de Deus e quer viver uma vida diferente de tudo que se vê por aí: SIMPATIAS E SUPERSTIÇÕES SÃO TOTALMENTE CONTRÁRIOS À VONTADE DE DEUS. Por que?
1º- Porque vão contra o 1º mandamento: “Amarás o Senhor teu Deus de toda a tua alma, de todo teu entendimento e de todo teu coração.” Quando praticamos algum tipo de simpatia estamos colocando nossa fé e nossa esperança em outra coisa que não é Deus e só Ele é a fonte de todas as graças e bençãos.
2º Porque não passam de enganações. Quer um exemplo: na minha adolescência fazia simpatias para saber com quem iria me casar, colocava lá o nome de várias pessoas, mas nunca saiu em nenhuma delas o nome Thiago José, que é o nome do meu esposo, isso também aconteceu com todas as minhas amigas. O mundo deu muitas voltas e no tempo certo encontramos um amor de verdade. Se você conhece alguém que fez simpatia para se casar e casou, saiba: foi bondade de Deus, não foi pelo poder da simpatia, porque essa só tem o poder de nos afastar de Deus.
SÓ DEUS, NOSSO CRIADOR, PODE REGER A NOSSA VIDA E NÃO HÁ NADA MELHOR DO QUE DEIXAR ELE CONDUZIR
.
Imagina se Santo Antonio vai te arrumar namorado se você deixar ele de cabeça pra baixo dentro de um copo, ah faça-me o favor! E se você der 13 voltas ao redor de uma Igreja… até parece! E pense bem se São João vai revelar num grão de feijão o nome do amor da sua vida e se ele vai ser rico ou pobre. Não perca tempo com essas mentiras.
Quer uma dica: faça uma boa e sincera oração a qualquer um desses santos pedindo sua intercessão para que você possa fazer a vontade de Deus, e também para que eles intercedam a Deus que te dê , no tempo certo, um bom namorado, um fiel esposo. Tenha fé, confie que Deus te ama e sempre quer o melhor pra você e dê adeus às simpatias, e se possível, peça pedão por essas práticas na confissão.
Santo Antonio, São João e São Pedro… Rogai por nós!
Fonte: Bem da Hora - canção nova

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Dinâmica para 1º Encontro de Catequese!

Muito simples de se fazer e com ótimos resultados!

ÁRVORE DOS SONHOS

Representar uma árvore no papel pardo ou cartolina; afixá-la no painel ou parede. 
Em cima da árvore, escrever uma pergunta:

 "Como desejamos que seja a catequese esse ano?"
Cada criança receberá uma "folha da árvore" para escrever seu sonho, o sonho é o que a criança espera que "aconteça de melhor" na catequese. 

Depois, pedir para cada criança colocar sua folha na árvore dos sonhos.

Obs: No fim do encontro, retire e guarde a árvore.  Observe as expectativas que as crianças expressaram e norteie seus encontros de modo a atingi-las.

Guarde a árvore e volte a expô-la no fim do ano, para que haja uma reflexão sobre o que eles queriam e o que conseguiram alcançar.


                                                                    Fonte: catequese na net                                           


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Solenidade de Pentecostes

                                                                         
                                                                           

A Festa de Pentecostes ou das «Semanas», como a chama o Pentateuco, era para os judeus a «Festa das Primícias» de trigo ou a «Festa da colheita». A Festa, de origem estritamente agrícola, assumiu sucessivamente um sentido histórico-salvacional, ligado às Alianças. Esta acepção, a partir da segunda metade do século II a.C, foi assumida pela Sinagoga que, por sua vez, centrou memória na Aliança do Sinai.
A Igreja Primitiva, por sua vez, não preservou para si estas memórias judaicas, porque teve sua experiência própria: a descida do Espírito Santo. O período sagrado dos cinqüenta dias, recorda o tempo de espera e a efusão do Espírito Santo sobre os Apóstolos, ocorrida no qüinquagésimo dia após a celebração da Páscoa da Ressurreição, marcando o inicio da missão evangelizadora.
O Pentecostes, dia do nascimento da Igreja, é o momento em que o verdadeiro significado da Cruz e da Ressurreição de Cristo se manifesta e a nova humanidade retorna à comunhão com Deus.

A Festa da Aliança do Sinai, que se celebra no mundo hebreu, recordando a entrega das Tabuas da Lei, se converteu, com o cristianismo, na festa dos Dons das Línguas, porque, através delas, cada povo ou nação pode receber o anúncio e retornar à primitiva unidade que se rompeu em Babel.

Desde o dia de Pentecostes, a Igreja tomou consciência da Nova Páscoa, segundo havia predito o próprio Senhor: O consolador, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará cada coisa e vos recordará tudo o que eu vos disse.

Pela herança da tradição primitiva da Igreja, os cinqüenta dias, após a Páscoa constituem uma só festa, celebrados com grande júbilo, porque formavam um único acontecimento e tinham a mesma importância do domingo em que celebramos a Ressurreição com toda a solenidade.

Na segunda metade do século IV, a celebração indiferenciada do Mistério pascal, sofreu algumas modificações, obedecendo a ordem cronológica dos eventos da salvação, segundo a narração dos Atos dos Apóstolos.

Naquela época, como se deduziu do relato de Egeria, em Jerusalém, o ultimo domingo da cinqüentena se celebrava, conjuntamente, tanto o envio do Espírito Santo sobre os Apóstolos, como a Ascensão. Em outras Igrejas, contudo, ia-se estabelecendo a festa da Ascensão no quadragésimo dia após a Páscoa e no qüinquagésimo dia, a Festa da descida do Espírito Santo.

A iconografia, para a Festa de Pentecostes, é constante, ainda que se registrem variantes mais ou menos significativas, que foram discutidas por teólogos e historiadores da Arte. A mais importante é a presença da Mãe de Deus no centro da reunião dos Apóstolos.

A presença da Mãe de Deus no cenáculo é encontrada inicialmente na iconografia dos primeiros séculos como, por exemplo, no Evangeliário sírio de Rábula de 587 e que, mais tarde, foi proposta novamente ao final do século XVI.

Sua presença tem sido explicada de diversos modos: referindo à narração dos Atos dos Apóstolos ou no sentido dedutivo, isto é, tendo presente que o evento aconteceu em Sião, lugar onde a Virgem vivia, supõe-se que ela participava do grupo dos Apóstolos.

As razões de sua ausência na iconografia bizantina e na ocidental, durante muito tempo, também têm suas explicações: Maria concebeu pelo Espírito Santo, logo foi transformada por ele, estando plena do Espírito Santo; os textos litúrgicos não oferecem indicações relacionadas, de forma clara e pontual sobre a sua presença e papel, no momento da descida do Espírito Santo.

Posteriormente, a re-introdução da presença de Maria na Descida do Espírito Santo, pelo Ocidente e sucessivamente por alguns filões iconográficos bizantinos, trouxe como conseqüência novo significado para o Ícone de Pentecostes e o crescimento do culto mariano.

Aparecendo em línguas de fogo, o Espírito o faz recordar as palavras de salvação que Cristo recebeu do Pai e transmitiu aos Apóstolos. Assim se entoa no Cânon das Matinas da Festa.

Os Apóstolos começaram a anunciar a Palavra a partir do momento em que receberam o Espírito Santo e, por estarem unidos, representavam a unidade espiritual dos Sínodos futuros. De forma análoga os ícones que representam os Concílios Ecumênicos reproduzem o mesmo esquema iconográfico.


Dia de Pentecostes
Comemoração litúrgica - Domingo seguinte à Ascensão do Senhor

Os judeus tinham uma festa de Pentecostes, que se celebrava 50 dias após a páscoa. Nesta festa, recordavam o dia em que Moisés subiu ao monte Sinai e recebeu as tábuas da Lei, contendo os ensinamentos dirigidos ao povo de Israel.

Celebravam assim, a aliança do Antigo testamento que o povo estabeleceu com Deus: Eles se comprometeram a viver segundo seus mandamentos e Deus se comprometeu a estar sempre com eles.

Dia de Pentecostes

Vinham pessoas de todos os cantos para a festa de Pentecostes no Templo de Jerusalém. Deus havia prometido mandar seu espírito em ocasiões diversas: Durante a Última Ceia, Jesus lhes promete a seus apóstolos o seguinte: “Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para que fique eternamente convosco.

O Espírito da verdade, quem o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conhecereis, porque ficará convosco e estará em vós.” (Jo 14, 16-17)

Mais adiante lhes disse: “Disse-vos estas coisas, permanecendo convosco. Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar tudo o que vos tenho dito” (Jo 14, 25-26)

Ao terminar a cena, volta a fazer a mesma promessa: “Contudo, digo-vos a verdade, a vós convém que eu vá; se eu não for, não virá a vós o Consolador; mas, se eu for, vo-lo enviarei. Ele, quando vier, argüirá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Sim, do pecado, porque não creram em mim; da justiça, porque vou para o Pai e vós não mais me vereis; Enfim, do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.

Tenho ainda muitas coisas a vos dizer, mas vós não as podeis suportar agora. Quando, porém, vier o Espírito da verdade, conduzir-vos-á à verdade integral. Pois, não há de falar de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e anunciar-vos-á as coisas que estão por vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo anunciará.” (Jo 16, 7-14)

No calendário do ano litúrgico, comemora-se Pentecostes no domingo subseqüente à festa da Ascensão de Jesus. O significado do termo para os católicos, representa a festa celebrada pela Igreja 50 dias após a Ressurreição de Jesus (Páscoa).

Depois da Ascensão de Jesus, encontravam-se os apóstolos reunidos com a Mãe de Deus. Era o dia da festa de Pentecostes. Os apóstolos tinham medo de sair para pregar. Repentinamente, escutou-se um forte vento e línguas de fogo pousaram sobre cada um deles. Cheios do Espírito Santo, passaram a falar em línguas desconhecidas.

Nesses dias, haviam muitos estrangeiros em Jerusalém, que vinham de todas as partes do mundo para celebrar a festa de Pentecostes judia. Cada um ouvia falar os apóstolos em sua própria língua e compreendiam perfeitamente o que eles falavam. Todos eles, nesses dias, não tiveram medo e saíram a pregar ao mundo os ensinamentos de Jesus.

O Espírito Santo lhes concedeu forças para a grande missão que tinham de cumprir: Levar a Palavra de Jesus a todas as nações e batizar todos os homens em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

O Espírito Santo de Deus é a terceira pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja nos ensina que o Espírito Santo é o amor que existe entre o Pai e o Filho. Este amor é tão grande e perfeito que forma uma terceira pessoa.

O Espírito Santo enche nossas almas no Batismo e depois, de maneira perfeita, na Confirmação. Com o amor divino de Deus dentro de nós, somos capazes de amar a Deus e ao próximo. O Espírito Santo nos ajuda a cumprir nosso compromisso de vida com Jesus.

Sinais do Espírito Santo - O vento, o fogo e a pomba

Estes símbolos nos revelam o poder que o Espírito Santo nos dá: O vento é uma força invisível, porém, real. Assim é o Espírito Santo. O fogo, é um elemento que limpa. O Espírito Santo é uma força invisível e poderosa que habita em nossos corações e purifica nosso egoísmo para dar espaço ao amor. A pomba representa a simplicidade e a pureza que devemos cultivar em nosso coração.

Nomes do Espírito Santo

O Espírito tem recebido diversos nomes ao longo do Novo testamento: O Espírito de Verdade, o Advogado, o Paráclito, o Consolador, o Santificador.

Missão do Espírito Santo

1. O Espírito Santo é santificador: Para que o Espírito Santo possa cumprir com sua função, é necessário que nos entreguemos totalmente a Ele e deixemo-nos conduzir docilmente por suas inspirações, para que possamos nos aperfeiçoar e crer todos os dias na santidade.

2. O Espírito Santo mora em nós: Em João 14, 16, encontramos a seguinte passagem: “Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para que fique eternamente convosco”. Também em I Coríntios 3, 16: “Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”.

E por esta razão é que devemos respeitar nosso corpo e nossa alma. Está em nós, porque é o “doador da vida” e do amor. Se nos entregarmos à sua ação amorosa e santificadora, fará maravilhas em nós.

3. O Espírito Santo ora em nós: Necessitamos de um grande silêncio interior e de uma profunda pobreza espiritual para pedir que ore em nós o Espírito Santo. Deixar que Deus ore em nós sendo dóceis ao Espírito. Deus intervém por aqueles que o amam.

4. O Espírito Santo nos leva a verdade plena: Ele nos fortalece para que possamos ser testemunhas do Senhor, nos mostra a maravilhosa riqueza da mensagem cristã, nos enche de amor, de paz, de gozo, de fé e crescente esperança.

O Espírito Santo e a Igreja

Desde a fundação da Igreja no dia de Pentecostes, o Espírito Santo é quem a constrói, anima e santifica, lhe dá vida e unidade e a enriquece com seus dons. O Espírito Santo segue trabalhando na Igreja de muitas maneiras distintas, inspirando, motivando e impulsionando os cristãos, em forma individual ou como Igreja num todo, ao proclamar a Boa Nova de Jesus.

Por exemplo, inspira ao Papa a levar suas mensagens apostólicas à humanidade; inspira o bispo de uma diocese a promover determinado apostolado, etc.

O Espírito Santo assiste especialmente ao Representante de Cristo na Terra, o Papa, para que guie retamente a Igreja e cumpra seu trabalho de pastor do rebanho de Jesus Cristo.

O Espírito Santo constrói, santifica, dá vida e unidade à Igreja.

O Espírito Santo tem poder de nos animar e nos santificar e lograr êxito em nossos atos que, por nossas forças, jamais realizaríamos. Isto o faz através de seus sete dons.

Os sete dons do Espírito Santo

Estes dons são graças de Deus e, só com nosso esforço, não podemos fazer com que cresçam e se desenvolvam. Necessitam de uma ação direta do Espírito Santo para podermos atuar dentro da virtude e perfeição cristã.

No Espírito Santo, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, reside o Amor Supremo entre o Pai e o Filho. Foi pelo Divino Espírito Santo que Deus se encarnou no seio de Maria Santíssima, trazendo Jesus ao mundo para nossa salvação. Peçamos à Maria, esposa do Espírito Santo, que interceda por nós junto a Deus concedendo-nos a graça de recebermos os divinos dons, apesar de nossa indignidade, de nossa miséria. Nas Escrituras, o próprio Jesus quem nos recomenda: "Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto" (Mt VII, 7s).

1. Fortaleza
Por essa virtude, Deus nos propicia a coragem necessária para enfrentarmos as tentações, vulnerabilidade diante das circunstâncias da vida e também firmeza de caráter nas perseguições e tribulações causadas por nosso testemunho cristão. Lembremo-nos que foi com muita coragem, com muito heroísmo, que os santos desprezaram as promessas, as blandícias e ameaças do mundo. Destes, muitos testemunharam a fé com o sacrifício da própria vida. O Espírito Santo lhes imprimiu o dom da Fortaleza e só isto explica a serenidade com que encontraram a morte! Que luta gloriosa não sustentaram! Agora gozam de perfeita paz, em união íntima com Jesus, de cuja glória participam. Também nós, havemos de combater diariamente para alcançar a coroa eterna. Vivemos num mundo cheio de perigos e tentações. A alma acha-se constantemente envolta nas tempestades de paixões revoltadas. Maus exemplos pululam e as inclinações do coração constantemente dirigem-se para o mal. Resistir a tudo isto requer em primeiro lugar muita oração, força de vontade e combate resoluto. Por esta virtude, a alma se fortalece para praticar toda a classe de atos heróicos, com invencível confiança em superar os maiores perigos e dificuldades com que nos deparamos diariamente. Nos ajuda a não cair nas tentações e ciladas do demônio.

2. Sabedoria
O sentido da sabedoria humana reside no reconhecimento da sabedoria eterna de Deus, Criador de todas as coisas que distribui seus dons conforme seus desígnios. Para alcançarmos a vida eterna devemos nos aliar a uma vida santa, de perfeito acordo com os mandamentos da lei de Deus e da Igreja. Nisto reside a verdadeira sabedoria que, como os demais, não é um dom que brota de baixo para cima, jamais será alcançada por esforço próprio. É um dom que vem do alto e flui através do Espírito Santo que rege a Igreja de Deus sobre a terra. Nos permite entender, experimentar e saborear as coisas divinas, para poder julgá-las retamente.

3. Ciência
Nos torna capazes de aperfeiçoar a inteligência, onde as verdades reveladas e as ciências humanas perdem a sua inerente complexibilidade. Nossas habilidades com as coisas acentuam-se progressivamente em determinadas áreas, conforme nossas inclinações culturais e científicas, sempre segundo os desígnios divinos, mesmo que não nos apercebamos disso. Todo o saber vem de Deus. Se temos talentos, deles não nos devemos orgulhar, porque de Deus é que os recebemos. Se o mundo nos admira, bate aplausos aos nossos trabalhos, a Deus é que pertence esta glória, a Deus, que é o doador de todos os bens.

4. Conselho
Permite à alma o reto discernimento e santas atitudes em determinadas circunstâncias. Nos ajuda a sermos bons conselheiros, guiando o irmão pelo caminho do bem. Hoje, mais do que nunca está em foco a educação da mocidade e todos reconhecem também a importância do ensino para a perfeita formação da criança. As dificuldades internas e externas, materiais e morais, muitas vezes passam pelo dom do Conselho, sem disto nos apercebermos. É uma responsabilidade, portanto, cumprir a vontade de Deus que destinou o homem para fins superiores, para a santidade. Para que possamos auxiliar o próximo com pureza e sinceridade de coração, devemos pedir a Deus este precioso dom, com o qual O glorificaremos aos mostrarmos ao irmão as lições temporais que levam ao caminho da salvação. É sob a influência deste ideal que a mãe ensina o filhinho a rezar, a praticar os primeiros atos das virtudes cristãs, da caridade, da obediência, da penitência, do amor ao próximo.

5. Entendimento
Torna nossa inteligência capaz de entender intuitivamente as verdades reveladas e naturais, de acordo com o fim sobrenatural que possuem. A aparente correlação não significa que quem possui a sabedoria, já traga consigo o entendimento por conseqüência (ou vice-versa). Existe uma clara distinção entre um e o outro. Para exemplificar: Há fiéis que entendem as contemplações do terço, mas o rezam por obrigação ou mecanicamente (Possuem o dom do entendimento). Há outros que, por sua simplicidade, nunca procuraram entender o seu significado, mas praticam sua reza com sabor, devoção e piedade, ignorando seu vasto sentido (possuem o dom da Sabedoria). Este exemplo, logicamente, se aplica às ciências naturais e divinas, logo ao nosso dia-a-dia. Não sendo um conseqüencia do outro, são distintamente preciosos e complementam-se mutuamente, nos fazem aproximar de Deus com todas as nossas forças, com toda a nossa devoção e inteligência e sensível percepção das coisas terrenas, que devem estar sempre direcionadas às coisas celestes.

6. Piedade
É uma graça de Deus na alma que proporciona salutares frutos de oração e práticas de piedade ensinadas pela Santa Igreja. Nos dias de hoje, considerando a população mundial, há poucas, muito poucas pessoas que acham prazer em serem devotas e piedosas; as poucas que o são, tornam-se geralmente alvo de desprezo ou escárneo de pessoas que tem outra compreensão da vida. Realmente, é grande a diferença que há entre um e outro modo de viver. Resta saber qual dos dois satisfaz mais à alma, qual dos dois mais consolo lhe dá na hora da morte, qual dos dois mais agrada a Deus. Não é difícil acertar a solução do problema. Num mundo materialista e distante de Deus, peçamos a graça da piedade, para que sejamos fervorosos no cumprimento das escrituras.

7. Temor de Deus
Teme a Deus quem procura praticar os seus mandamentos com sinceridade de coração. Como nos diz as Escritura, devemos buscar em primeiro lugar o reino de Deus, e o resto nos será dado por acréscimo. O mundo muitas vezes sufoca e obscurece o coração. Todas as vezes que transigências fizemos às tentações, com certeza desprezamos a Deus Nosso Senhor. Quantas vezes preferimos a causa dos bens miseráveis deste mundo e esquecemo-nos de Deus! Quantas vezes tememos mais a justiça dos homens do que a justiça de Deus! Santo Anastácio a este respeito dizia: "A quem devo temer mais, a um homem mortal ou a Deus, por quem foram criadas todas as coisas?". Não esqueçamos, portanto, de pedir ao Deus Espírito Santo a graça de estarmos em sintonia diária com os preceitos do Criador. Por este divino dom, torna-se Deus a pessoa mais importante em nossa vida, onde a alma docemente afasta-se do erro pelo temor em ofendê-Lo com nossos pecados.