quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Jesus com seus Pais, Maria e José

Evangelho LC. 2,41-52 - Jesus com doze anos
E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus (Lc 2.52).
Na vida do nosso Senhor Jesus, temos o exemplo do ser humano perfeito. Ele é o padrão do desenvolvimento do ser humano, e notamos em Lc 2:52 que Jesus se desenvolveu em quatro áreas: física, intelectual, social e espiritual. Todo ser humano, para ser totalmente realizado como adulto, precisa se desenvolver nestas quatro áreas.
                                                                          


segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Ano Santo da Misericórdia




Palavras do Papa Francisco
Motivação
“Que a celebração do Ano Santo seja um verdadeiro momento de encontro com a misericórdia de Deus”.
“Espero que a indulgência jubilar chegue a cada um como uma experiência genuína da misericórdia de Deus, que vai ao encontro de todos com o rosto do Pai que acolhe e perdoa, esquecendo completamente o pecado cometido”.
Peregrinação
“Para viver e obter a indulgência, os fiéis são chamados a realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa ... como sinal do profundo desejo de verdadeira conversão”.
“Estabeleço, igualmente, que se possa obter a indulgência nos Santuários onde se abrir a Porta da Misericórdia e nas igrejas identificadas como Jubilares. É importante que este momento esteja unido, em primeiro lugar, ao Sacramento da Reconciliação e à celebração da santa Eucaristia com uma reflexão sobre a misericórdia”.
“Será necessário acompanhar estas celebrações com a profissão de fé e com a oração por mim e pelas intenções que trago no coração para o bem da Igreja e do mundo inteiro”.
Enfermos
Sobre aqueles que, por diversos motivos, estiverem impossibilitados de ir até à Porta Santa, sobretudo os doentes e as pessoas idosas e sós, que muitas vezes se encontram em condições de não poder sair de casa, o Papa garantiu: É preciso “viver com fé e esperança jubilosa este momento de provação, recebendo a comunhão ou participando na santa Missa e na oração comunitária, inclusive por meio dos vários meios de comunicação – que será para eles o modo de obter a indulgência jubilar”.
Presos
“O Jubileu constituiu sempre a oportunidade de uma grande anistia, destinada a envolver muitas pessoas que, mesmo merecedoras de punição, todavia tomaram consciência da injustiça perpetrada e desejam sinceramente inserir-se de novo na sociedade, oferecendo o seu contributo honesto”. “A todos eles chegue concretamente a misericórdia do Pai que quer estar próximo de quem mais necessita do seu perdão”. O Papa destacou ainda que os presos “poderão obter a indulgência, e todas as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai, que este gesto signifique para eles a passagem pela Porta Santa, porque a misericórdia de Deus, capaz de mudar os corações, consegue também transformar as grades em experiência de liberdade”.
Misericórdia
Ao recordar o seu pedido para que “a Igreja redescubra neste tempo jubilar a riqueza contida nas obras de misericórdia corporais e espirituais”, o Papa recordou que a experiência da misericórdia torna-se visível no testemunho de sinais concretos como o próprio Jesus nos ensinou”.
“Todas as vezes que um fiel viver uma ou mais destas obras pessoalmente obterá, sem dúvida, a indulgência jubilar. Daqui o compromisso a viver de misericórdia para alcançar a graça do perdão completo e exaustivo pela força do amor do Pai que não exclui ninguém. Portanto, tratar-se-á de uma indulgência jubilar plena, fruto do próprio evento que é celebrado e vivido com fé, esperança e caridade”.
Falecidos
O Papa explicou ainda que a indulgência jubilar poderá ser obtida também para quantos faleceram.
“A eles estamos unidos pelo testemunho de fé e caridade que nos deixaram. Assim como os recordamos na celebração eucarística, também podemos, no grande mistério da comunhão dos Santos, rezar por eles, para que o rosto misericordioso do Pai os liberte de qualquer resíduo de culpa e possa abraçá-los na beatitude sem fim”.
Aborto
Neste contexto caótico, Francisco afirmou que “o drama do aborto é vivido por alguns com uma consciência superficial, quase sem se dar conta do gravíssimo mal que um gesto semelhante comporta. Muitos outros, ao contrário, mesmo vivendo este momento como uma derrota, julgam que não têm outro caminho a percorrer”.
O Papa dedicou atenção especial às mulheres que recorreram ao aborto. “Conheço bem os condicionamentos que as levaram a tomar esta decisão. Sei que é um drama existencial e moral. Encontrei muitas mulheres que traziam no seu coração a cicatriz causada por esta escolha sofrida e dolorosa”.
O que aconteceu é profundamente injusto – sublinhou o Papa – “contudo somente a sua verdadeira compreensão pode impedir que se perca a esperança. O perdão de Deus não pode ser negado a quem quer que esteja arrependido, sobretudo quando com coração sincero se aproxima do Sacramento da Confissão para obter a reconciliação com o Pai”.
Absolvição do pecado do aborto
Também por este motivo – destacou o Pontífice – “decidi conceder a todos os sacerdotes para o Ano Jubilar a faculdade de absolver do pecado de aborto quantos o cometeram e, arrependidos de coração, pedirem que lhes seja perdoado”.
Ao estender a absolvição do aborto a todos os sacerdotes, o Papa recomendou: “os sacerdotes devem se preparar para esta grande tarefa sabendo conjugar palavras de acolhimento genuíno com uma reflexão que ajude a compreender o pecado cometido, e indicar um percurso de conversão autêntica para conseguir entender o verdadeiro e generoso perdão do Pai, que tudo renova com a sua presença”.
Fraternidade São Pio X
“Este Ano Jubilar da Misericórdia não exclui ninguém” ... “De diversas partes, alguns irmãos Bispos referiram-me acerca da sua boa fé e prática sacramental, porém unida à dificuldade de viver uma condição pastoralmente árdua”, explicou.
“Entretanto, movido pela exigência de corresponder ao bem destes fiéis, estabeleço por minha própria vontade que quantos, durante o Ano Santo da Misericórdia, se aproximarem para celebrar o Sacramento da Reconciliação junto dos sacerdotes da Fraternidade São Pio X, recebam validamente e licitamente a absolvição dos seus pecados”.
Diocese de Apucarana
Dia 08 – Que em todas as paróquias da diocese, em qualquer horário, seja celebrada a Santa Missa, como sinal de comunhão com o Papa Francisco e com toda a Igreja.
Igreja Jubilares da Diocese
A Catedral, os Santuários e mais algumas por motivos especiais como a celebração do seu jubileu em 2016. Quais são essa igrejas?
Decanato de Apucarana: A Catedral Nossa Senhora de Lourdes, o Santuário São José; Decanato Centro: Igreja de Nossa Senhora das Dores em Marilândia do Sul, igreja mais antiga da Diocese; Decanato Centro Norte: Santuário Nossa Senhora Aparecida e o Santuário do Divino Pai Eterno em Arapongas; Decanato Norte: Santuário Nossa Senhora Aparecida em Astorga, Igreja Nossa Senhora das Graças de Santa Fé, por estar comemorando 60 anos e Igreja de Santo Inácio, por ser ali o início da Diocese de Apucarana; Decanato Centro Sul: Igreja Nossa Senhora Mãe da Unidade em Faxinal; Decanato Sul: o Santuário de Santa Rita de Cássia em Lunardeli, Igreja do Senhor Bom Jesus em Ivaiporã, por estar comemorando 60 anos, Igreja de Nossa Senhora do Rocio, em Jardim Alegre, por estar comemorando seu Jubileu de Ouro.
Dia 13 de dezembro, 3º Domingo do Advento (Domingo Gaudete), às 19h30 na Catedral, será a abertura oficial do Ano da Misericórdia na Diocese. Nesse mesmo dia, pelos reitores de santuários, ou pelo próprio pároco, que se faça essa abertura do Ano Santo em todas as Igrejas mencionadas.
Lembrar sempre que o essencial deste Ano da Misericórdia é a conversão e a prática das obras de misericórdia – corporais e espirituais e que todos possam ter acesso ao sacramento da misericórdia, ou seja, do Sacramento da Confissão.
Eis as Obras de Misericórdia:
a) Obras de Misericórdia corporais: Dar de comer a quem tem fome; Dar de beber a quem tem sede; vestir os nus; visitar os doentes; visitar os presos; acolher os peregrinos; enterrar os mortos.
b)Obras de Misericórdia Espirituais: dar bom conselho; corrigir os que erram; ensinar os ignorantes; suportar com paciência as fraquezas do próximo; consolar os aflitos; perdoar os que nos ofenderam; rezar pelos vivos e pelos mortos.
Durante o ano de 2016, será escolhida uma data para cada igreja jubilar onde o bispo e os padres daquele decanato estarão à disposição para ouvir confissões. No final do dia, ou à noite será celebrada a Santa Missa onde se concederá Indulgência Plenária.
Indulgência Plenária
Para que se possa obter a indulgência (por exemplo, para os doentes, para os presos e para quem realizar uma obra de misericórdia), para além das habituais condições que exigem um coração disponível (confissão e comunhão eucarística) para que a graça possa trazer os frutos desejados, os fiéis deverão deter-se em oração para realizar os últimos atos necessários: a profissão de fé e a oração pelo Papa e pelas suas intenções. Esta oração será, pelo menos, um Pai-Nosso - a oração que o próprio Jesus nos ensinou para nos dirigirmos ao Pai como filhos - mas se pode acrescentar outras orações. Tendo em conta o espírito particular deste Ano Santo, sugere-se a bonita oração do Papa Francisco para o Jubileu e, para concluir o momento de oração, uma invocação ao Senhor Jesus Misericordioso (por exemplo, “Jesus Misericordioso, eu confio em Ti).
Feliz Natal!
Aproveito para desejar a todos e a todas um feliz e Santo Natal! Que Jesus, reclinado pobremente na manjedoura, ilumine nosso coração e nos motive a vivermos em profunda sintonia com ele nos diversos serviços desta jubilada Diocese de Apucarana. Que o Menino Jesus, ladeado pela Virgem Maria e São José, olhe e abençoe cada família de nossa diocese. Que possamos experimentar concretamente o amor de Deus em nossa vida e nos animemos a viver mais intensamente como Jesus viveu. Com nossas orações e nossa bênção!
+Celso A. Marchiori
Oração do Papa Francisco para o Jubileu da Misericórdia.
Senhor Jesus Cristo, Vós que nos ensinastes a ser misericordiosos como o Pai celeste, e nos dissestes que quem Vos vê, vê a Ele. Mostrai-nos o Vosso rosto e seremos salvos. O Vosso olhar amoroso libertou Zaqueu e Mateus da escravidão do dinheiro; a adúltera e Madalena de colocar a felicidade apenas numa criatura; fez Pedro chorar depois da traição, e assegurou o Paraíso ao ladrão arrependido. Fazei que cada um de nós considere como dirigida a si mesmo as palavras que dissestes à mulher samaritana: Se tu conhecesses o dom de Deus! Vós sois o rosto visível do Pai invisível, do Deus que manifesta sua onipotência sobretudo com o perdão e a misericórdia: fazei que a Igreja seja no mundo o rosto visível de Vós, seu Senhor, ressuscitado e na glória. Vós quisestes que os Vossos ministros fossem também eles revestidos de fraqueza para sentirem justa compaixão por aqueles que estão na ignorância e no erro: fazei que todos os que se aproximarem de cada um deles se sintam esperados, amados e perdoados por Deus. Enviai o Vosso Espírito e consagrai-nos a todos com a sua unção para que o Jubileu da Misericórdia seja um ano de graça do Senhor e a Vossa Igreja possa, com renovado entusiasmo, levar aos pobres a alegre mensagem proclamar aos cativos e oprimidos a libertação e aos cegos restaurar a vista. Nós Vo-lo pedimos por intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia, a Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amém.
ORIENTAÇÕES DE DOM CELSO PARA O ANO DA MISERICÓRDIA NA DIOCESE DE APUCARANA-PR.
http://diocesedeapucarana.com.br/portal/








Encontro dos Catequistas - Paróquia São Vicente Pallotti Arapongas Pr.




Foi realizado neste sábado dia 21 de Novembro em nosso Salão Paroquial São Vicente Pallotti, um encontro especial para todos os catequistas da Paróquia e das Diaconias Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, juntamente com o Frater Edimilson Santos SAC e Marcone Castro SAC.

Teve um maravilhoso momento de espiritualidade com dinâmicas e orações, com o Tema Amizade que Gera Vida.


Peçamos a Deus que  abençõe nossos planos, projetos, e que nossa Senhora seja nossa auxiliadora. 

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Advento Ano C





                                                                               
ADVENTO:
Começa no quarto domingo antes do Natal. É o tempo da espera da vinda do Senhor. Nesse tempo meditamos, nos dois primeiros domingos, a segunda vinda, no fim dos tempos, e nos dois últimos domingos, a primeira vinda, que já ocorreu no Natal.





quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Oito coisas que você deve saber sobre o Halloween antes de fantasiar seu filho

“O que o demônio faz para afastar-nos do caminho de Jesus? A tentação começa de forma sutil, mas cresce: sempre cresce. Esta cresce e contagia o outro, é transmitida e tenta ser comunitária. E, finalmente, para tranquilizar a alma, justifica-se. Cresce, contagia e se justifica”, advertiu o Papa Francisco em abril de 2014.
Próximos à noite de Halloween, celebrada a cada 31 de outubro, compartilhamos oito coisas que todo cristão deve saber acerca desta festa pagã que pouco a pouco foi difundida no mundo inteiro.
1. A origem do nome
A Solenidade de todos os Santos é comemorada no dia 1º de novembro e é celebrada na Igreja desde às vésperas. Halloween significa “All hallow’s eve”, palavra que provém do inglês antigo, e que significa “véspera de todos os santos”.
2. As raízes celtas
No século VI a.C., os celtas do norte da Europa celebravam o fim de ano com a festa do “Samhein” (ou Samon), festividade do sol, iniciada na noite do 31 de outubro e que marcava o fim do verão e das colheitas. A respeito, eles acreditavam que naquela noite o deus da morte permitia aos mortos retornarem à terra, fomentando um ambiente de terror.
Segundo a religião celta, as almas de alguns defuntos estavam dentro de animais ferozes e podiam ser libertadas com sacrifícios de toda índole aos deuses, inclusive sacrifícios humanos. Uma forma de evitar a maldade dos espíritos malignos, fantasmas e outros monstros era disfarçando-se, para tratar de assemelhar-se a eles e desta maneira passarem despercebidos ante seus olhares.
3. Sua mistura com o cristianismo
Quando os povos celtas foram cristianizados, nem todos renunciaram os seus costumes pagãos. Do mesmo modo, a coincidência cronológica da festa pagã de “Samhein” com a celebração de todos os Santos e a dos defuntos, comemorada no dia seguinte (2 de novembro), fez com que as crenças cristãs fossem misturadas com as antigas superstições da morte.
Por meio da chegada de alguns irlandeses aos Estados Unidos, introduziu-se neste país o Halloween, que chegou a ser parte do folclore popular do país. Logo, incluindo a contribuição cultural de outros migrantes, introduziu-se a crença das bruxas, fantasmas, duendes, drácula e diversos monstros. Mais tarde, esta celebração pagã foi difundida no mundo inteiro.
4. Uma das principais festas satânicas
Segundo o testemunho de algumas pessoas que praticaram o satanismo e logo se converteram ao cristianismo, o Halloween é considerada a festa mais importante para os cultos demoníacos, porque se inicia o novo ano satânico e é como uma espécie de “aniversário do diabo”. E nesta data os grupos satânicos sacrificam os jovens e especialmente as crianças, pois são os preferidos de Deus.
5. Doces ou travessuras?
No Halloween, as crianças e alguns adultos costumam se disfarçar de seres horríveis e temerários e vão de casa em casa exigindo “trick or treat” (doces ou travessuras). A crença é que se não lhes dá alguma guloseima, os visitantes farão uma maldade ao residente do lugar. Muitas pessoas acreditam que o início deste costume está na perseguição dos católicos na Inglaterra, onde suas casas eram ameaçadas.
6. Jack e a abóbora
Existe uma antiga lenda irlandesa, em que se conta que um homem chamado Jack que tinha sido tão mau em vida que supostamente não podia nem entrar no inferno por ter enganado muitas vezes o demônio. Assim, teve que permanecer na terra vagando pelos caminhos com uma lanterna, feita de um vegetal vazio com um carvão aceso.
Assista também: Católico pode celebrar Halloween?
As pessoas supersticiosas, para afugentar Jack, colocavam uma lanterna similar na janela ou à frente de sua casa. Mais adiante, quando isto se popularizou, o vegetal para fazer a lanterna passou a ser uma cabaça com buracos em forma do rosto de uma caveira ou bruxa.
7. Um grande negócio
Hollywood contribuiu à difusão do Halloween com uma série de filmes nos quais a violência gráfica e os assassinatos criam no espectador um estado mórbido de angústia e ansiedade. Estes filmes são vistos por adultos e crianças, criando nestes últimos, medo, e uma ideia errônea da realidade. Do mesmo modo, as máscaras, as fantasias, os doces, as maquiagens, entre outros artigos, são motivos para que alguns empresários fomentem o “consumo do terror” e favorecem a imitação dos costumes norte-americanos.
8. A festa à fantasia
Segundo Padre Jordi Rivero, grande apologista, celebrar uma festa à fantasia não é intrinsecamente ruim, sempre e quando se cuidar que esta não esteja contra o pudor, o respeito pelas coisas sagradas e a moral em geral.
É por esta razão que nos últimos anos cresceu a comemoração alternativa do “Holywins” (a santidade vence), que consiste em disfarçar-se do Santo ou Santa favorita e participar a noite de 31 de outubro em diversas atividades da paróquia, como Missas, vigílias, grupos de oração pelas ruas, adoração eucarística, através de cantos, músicas e danças, de um "modo cristão”.
Fonte: http://www.acidigital.com/

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

CONVERSANDO SOBRE PERDAS

                                  
            

Como conversar com as crianças sobre um tema tão difícil como a “morte”?

Ao contrário do que muita gente pode pensar, as crianças têm condições intelectuais e emocionais de entender as perdas. O Dia de Finados pode ser uma boa oportunidade para falar do assunto. A psicóloga e psicopedagoga, Ana Cássia Maturano*, diz que a criança deve ser informada sobre a morte, para poder superar as perdas.

Há quem possa achar estranho estarmos discutindo sobre como falar da morte com as crianças. Se considerarmos que a morte faz parte da vida e o quanto a maioria de nós, tem dificuldades para lidar com ela, o tema já se torna pertinente. Ainda mais quando o assunto envolve crianças.

E o que faz da morte um assunto tão complicado? Nossa incompreensão. Ou talvez a nossa falta de fé. Por mais que digamos acreditar na vida eterna e num encontro final, a incerteza do que acontece depois, ainda nos assusta. Esse desconhecimento causa-nos temor. Por ser algo irreversível, preferimos fazer de conta que não existe. Ninguém precisa passar a vida falando e pensando na morte. Mas de vez em quando, ela aparece e alguém que amamos se vai, ficando uma dor que demora a passar. A complexidade aumenta quando pensamos que vamos morrer, pois não conseguimos imaginar nossa própria finitude. O ser humano é criado com demasiado apego a coisas materiais e terrenas.

Perder pessoas não é um fato reservado só para os adultos. As crianças também as perdem. Sabendo da dor desses eventos, queremos poupá-las do sofrimento. Para isso, evitamos falar com elas sobre o assunto, mesmo que alguém que amem (até mesmo um animalzinho) tenha morrido. Levá-las ao velório está fora de cogitação. Confunde-se não saber com não sofrer. 

Ora, não saber, não participar e não falar do fato é mais prejudicial para os pequenos. Quando não sabemos o que realmente aconteceu, imaginamos. E a imaginação é poderosa, tem asas que alcança vôos altos e segue o rumo de nossas apreensões e emoções. Nada mais saudável que saber a verdade, por mais dura que possa ser, pois nos permite lidar com a realidade como ela é, sem armadilhas. 

Não vale enganar

Diante da morte de alguém do convívio da criança, muitos usam de desculpas do tipo: Vovô foi viajar. A criança não é tola, percebe que tem algo acontecendo. Sem contar que deve estar se sentindo abandonada e chateada com o avô que foi viajar e nem se despediu. Muitos pensam que a criança não é capaz de entender o que acontece ou de suportar emocionalmente a ideia da morte. É sim. E vivenciando tais situações poderá compreender melhor o que ocorre. A criança também tem luto e, para que ele aconteça de maneira saudável, é necessário que ela não seja excluída do processo. Não podemos tirar dela o direito de sofrer por quem partiu.

Quando uma criança se encontra na situação de morte de alguém, deve-se dizer a verdade – que aquela pessoa morreu e não voltará mais (o primeiro passo para que o luto ocorra é aceitar o fato que o morto estará ausente definitivamente). As explicações devem seguir o curso de sua curiosidade. Algumas crianças farão muitas perguntas como, por exemplo, o que acontece depois da morte. O melhor é sermos francos e honestos. Se não soubermos o que responder, devemos dizer isso. Mesmo se temos em nós a crença religiosa da vida eterna, do céu, de algum lugar de esperança é preciso ter cuidado com o que se vai dizer às crianças. Sem supervalorizar o pós-morte. Alguns, para amenizar a tristeza, falam das maravilhas que vêm depois, tornando o morrer muito atraente. Corre-se o risco de a criança desejar estar onde a pessoa que morreu está.

Cada uma tem um jeito de reagir. Algumas choram e se desesperam. Outras ficam mais caladas. Algumas se culpam por terem feito algo para aquela pessoa. Ou até de terem, num momento de raiva, desejado algum mal. Se a incluirmos nesse momento de dor, ela poderá ter confiança em falar de seus sentimentos e temores. E os adultos vão poder ajudá-las a corrigir suas impressões.

Quanto aos funerais, algo que muitos acham absurdo uma criança participar, deve ficar a critério dela, que vai decidir se irá ou não. Não podemos impedi-la de participar do pesar familiar. Ela também estará sofrendo e deve ser respeitada em sua dor. Os funerais nos ajudam a lidar com a situação de morte. Lá, choramos, confortamos, somos confortados e constatamos que aquela pessoa realmente se foi.

Não há como evitar. A morte de alguém traz sempre dor e sofrimento. Sofrer faz parte da vida e a criança tem condições intelectuais para entender o que é a morte e também emocionais, para viver um luto sem grandes complicações. Tudo vai depender do quanto é esclarecida, e do conforto e da segurança que as pessoas que ama lhe darão. Caso alguma oportunidade surja, poderá ser um bom momento para abordar o tema morte com os pequenos, o Dia de Finados é um a boa oportunidade.

*Ana Cássia Maturano é psicóloga e psicopedagoga.
FONTE: g1.com.br

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Tarde Recreativa das Crianças e Adolescentes da Paróquia S.V.Pallotti - Arapongas-Pr.

Foi realizado neste sábado dia 17/10/15 uma Tarde Recreativa para as crianças e adolescentes da catequese de todas as etapas da Paróquia São Vicente Pallotti, com várias brincadeiras e dinâmicas. Contamos com a presença de Professores de Educação Física, das Catequistas, dos Doutores de Deus que todos os anos nos acompanham e do nosso querido Pe. Almir Divieso Roman. Agradecemos a todos pela confiança depositada e pelas doações recebidas. Deus abençõe a todos.